Sou super resoluta para algumas
coisas (bem poucas coisas na verdade), mas uma dessas resoluções era a de nunca ver
um filme (mas pode ser série e afins) antes de ler o livro de origem (lógico,
se for uma obra que já estivesse na minha lista imaginária de “quero ler”). Essa
é uma lei universal no meu mundo. Ultimamente tinha a seguido com afinco, mas
sempre (não estou generalizando, é que não salvou nenhuma mesmo) acabava
me decepcionando com as adaptações.Então resolvi que essa regra não
existiria mais.
Eis que aparece lá em casa Dexter – A mão esquerda de Deus (no
mesmo dia do Drácula). Ocasião perfeita para testar se a decepção seria menor
lendo depois de assistir. Esse é o livro que deu origem a série Dexter, que eu já tinha
visto a primeira temporada no ano passado (bem atrasada, diga-se de passagem).
E
foi uma grata surpresa, o livro é pouca coisa diferente do que foi a primeira temporada da série. A melhor parte de ler depois de ver é conseguir enxergar a narração por outro lado, ver as ações, ouvir as vozes, visualizar os
cenários e os personagens, até o humor ácido está lá, uma experiência e tanto.
Não
ficou aquela expectativa de que o livro seja igual a série (coisa que sempre
acontecia quando a ordem era a inversa), eu meio que não sabia o que esperar, apesar de
já saber mais ou menos o roteiro.
O resultado foi positivo, estou mais que satisfeita em
burlar minha própria resolução, e com certeza mais livre para assistir
aos filmes sem ter lido as obras (olá On The Road, essa foi pra você).

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