Sempre quis ler George Orwell, mas não por essa obra e sim por 1984, que é super aclamado (e ainda não tive a oportunidade de ler). Não conhecia A Revolução dos Bichos, e a julgar pelo título se não desse um google ou alguém indicasse jamais me interessaria.
Um dia no ônibus lotado, voltando do trabalho e conversando com uma amiga, ela disse que tinha lido dois livros na faculdade que tinha gostado muito, um era Fahrenheit 451 (que li esse ano, gostei, mas não escrevi nada a respeito) e o outro era justamente esse.
Assim como tinha feito com o Fahrenheit
451, fiz com A Revolução dos Bichos, pedi emprestado. Ficou entocado em casa
alguns dias (confesso que sou metódica e ler um livro em formato de apostila –
minha amiga tinha baixado o livro da internet – ainda gerava um bloqueio em
mim; parece loucura, livros são livros, eu sei) até que no fim de semana o peguei para dar uma
folheada. É um livro bem pequeno e de fácil compreensão, que terminei em dois dias entre idas e vindas pelo congestionamento de Vitorinha.
Poucos livros mexem com a minha
emoção como esse mexeu. Quando digo emoção, não é vontade de chorar, nem nada
do tipo; na verdade é aquele tapa,
aquele susto, aquela ansiedade (foi assim com O Mundo de Sofia há muito tempo).
Nas cenas finais do livro fiquei com um nó na garganta (da mesma forma que fico
quando vejo idosos passando por situações degradantes), uma tristeza, e pude
sentir a dor e confusão dos animais (caraca, agora que escrevi o que senti,
parece a mesma sensação de angústia crescente que Réquiem para um Sonho proporciona).
Quando for para sala de aula, com
certeza será leitura obrigatória para alunos de todas as turmas (quem
sabe, até um objeto de estudo para conclusão de curso). E entrou para minha lista
(mais uma) dos livros que li, não tenho, mas quero.

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