Pois é, chegou o filme mais esperado do ano (pelo menos por mim). Estava ansiosa por essa conclusão desde que subiram os créditos finais de O Cavaleiro das Trevas. Sou fã de Nolan desde sempre e a minha expectativa era do tamanho do mundo, apesar de já esperar um filme aquém do estrondoso sucesso de seu antecessor.
Confesso que minha imparcialidade fica muito comprometida quando sou fã seja do diretor ou dos atores, nesse caso sou fã assumida de Nolan e de todo o elenco (tinha até Juno Temple fazendo ponta). Mas nem com toda parcialidade eu conseguiria ignorar seus defeitos que ficaram doendo na minha cabeça (e por mais melodramático
que pareça, no coração também - poxa, sou nolaniana).
Teve mérito? Lógico que teve. Foram quase três horas, que eu nem senti passar. Foi lindo ver Joseph
Gordon-Levitt trabalhando com Nolan de novo (só eu que acho ele a reencarnação do Heath Ledger de tão
parecido?!) e no diálogo dele com Bruce Wayne já tava na cara que ele seria o
Robin, e eu vibrei com isso. Ver a Juno Temple fazendo ponta (teve uma hora que eu achei
que ela a Selina tinham um lance). Deu vontade de chorar toda vez que Caine abria
a boca (melhor atuação do filme foi a dele, totalmente verossímel, emocionante mesmo). Anne
Hathaway com suas várias nuances (a cena do bar quando ela fica histérica foi ótima, e eu pensei .. que safada). Tinha até Cillian Murphy como juíz, sempre com aquela cara de doido. A trilha sonora (até os momentos de silêncio) e a fotografia estavam irreparáveis. O roteiro também foi bem construído (só o desenrolamento que não).
Mas poxa, não consegui
ter empatia por nenhum dos personagens, nenhum me fez torcer ou vibrar (só Caine mesmo). Achei
que esse foi o filme mais clichê de Nolan, tudo feito na forminha, talvez
a 1:20h cortada do filme tenha feito falta. Já no envolvimento do
Batman com a Miranda eu fiz aquela cara de hã?! . Envolvimento esse iniciado do nada só pra justificar uma reviravolta no final, mas acabou não rolando aquele clima de decepção, afinal não teve tempo de criar aquela empatia pela Miranda, de confiar nela. A cena do
estádio poderia ter sido homérica, inesquecível (porque não explodir o estádio todo? eu já tava torcendo para aquilo tudo vir abaixo -
saudades do Coringa que explodiu um hospital inteiro, bons tempos). E sério mesmo, eu não sabia que o Batman tinha poderes de regeneração. Que recuperação foi aquela? Clichê atrás de clichê.
E o mais incrível ainda estava por vir, explodir uma bomba (não uma bomba qualquer, uma bomba
atômica) e sobreviver?! Não, não curti esse final dando brecha para um quarto
filme.
Não foi o melhor filme de Nolan (que eu ainda sou fã) e nem o segundo melhor, mas
também não é o pior. E não consigo dizer que não gostei, porque sou fã demais
e a imparcialidade aqui não existe.

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